terça-feira, 6 de maio de 2008

Conto....

Faz muito tempo que estou aqui parado olhando para a lua. Ela que ilumina os meus dias de tristeza e solidão. Estou nessa infelicidade por ter acreditado em uma flor que escondia em sua fascinante beleza, espinhos mortais. Uma flor tão bela, branca como as nuvens, com um odor tão raro, que me paralisava em meu suspiro. Entreguei-me cortejando-a com insanidade, cultivando-a de forma única. Ela estava tão sozinha, haviam passado muitos vendavais em sua vida, e as suas pétalas que não mais resistiam, estavam sendo levadas pelo vento.

Essa flor vivia em um imenso jardim, todos os dias a regava com a água do amor. Não existe água mais pura, ela se sentia tão bem, dava para ver de longe a sua cor se fortificar. Essa flor foi crescendo, foi retomando suas pétalas, o mundo a olhava diferente. O seu brilho a cada dia se intensificava, causando inveja até nas estrelas, ela estava se sentindo tão bela, que não conseguia mais pensar em mim. Outros jardineiros encontraram essa flor. Com isso tudo o que fiz foi se tornando obscuro. Às vezes eu colocava minha flor em um vaso e por horas ficava admirando. Realizava todos os desejos é fazia ela se sentir única no meio do imenso jardim que ela se encontrava. Não conseguia perceber que os seus espinhos também cresciam e se tornavam perigosos. Parece que esperava o momento certo de destruir o nosso amor. Eu queria apenas cuidar dessa flor, com isso acabei me esquecendo o mundo.

Um dia me recusei a cuidar da flor, é isso fez com que ela não aceitasse mais os meus cuidados. Essa dor foi tão forte, implorei para continuar fazendo dela a flor mais bela do jardim. Ela relutava e dizia para eu seguir meu caminho sozinho. Não conseguia entender, depois de tudo que passamos. Durante dias cuidei apenas dessa flor, sem nem ao menos olhar para outras flores. E minha flor, que já deixará de ser minha, dizia que agora iria seguir sua vida sem mim. Nesse instante me lembrei de como havia encontrado essa flor, e como lhe fiz se sentir viva.

Certo dia estava passando pelo jardim é pude perceber que tinha um jardineiro cuidando da minha flor, ela já não precisava mais de mim. Estava tão feliz, que me fez sentir feliz. Um dia conversando com a minha flor, ela me disse que estava bem, é que eu estava tomando o espaço dela, quando quis cuidar o tempo todo não a deixava respirar, ela não estava mais resistindo o sufoco que estava sentindo. Isso é a mais pura verdade. Acabei se esquecendo de mim, não passava de um pobre jardineiro. Agora reluto contra esse dor dos espinhos que passa pelo meu corpo. Quando vejo um jardim, não consigo mais olhar para as flores que lá existem. Hoje o mais importante é a minha flor continuar a mais bela de todas. Agora estou na solidão. Com essa flor hoje não posso nem ao menos conversar. Fico apenas amargurando o meu silêncio e admirando a lua.

Ainda não terminei esse conto. Amigos me apontem os erros, e onde eu posso melhorar. Sinto que falta alguma coisa. Me ajudem. Abraços....

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