quinta-feira, 26 de junho de 2008

O sol e a lua.

Às vezes quando o sol começa a se pôr,

Vou até a minha varanda

E fico esperando o espetáculo do céu.

Encosto os meus braços e inclino minha coluna.

Deixo meus olhos irem encontrar o infinito

Nesse momento nada me distraí

Concentro-me nas cores que se formam.

Sinto vontade de caminhar sobre as nuvens,

Para ir de encontro ao sol.

Vou suplicar para ir embora,

Quero ser um raio de sol,

Para iluminar aqueles que precisam de luz.

Queria apenas sentir o seu calor e fugir de toda essa dor. Os amores que me deparei, não me permitiram perceber as belezas do mundo. O sol é sempre o sol, mesmo que não possamos vê-lo por estar protegido pelos seus raios, capaz até de impedir de vermos o resto do mundo. Isso me faz acreditar que sua beleza é protegida dos homens que não sabem admirar. Estrela única, nunca mostre a sua verdadeira beleza.

Os homens são capazes de ver a lua por estarem na escuridão de suas cavernas. Sei que o sol ilumina a lua é a lua ilumina a noite. A lua que é cortejada pelos poetas e solitários. A noite é tão importante quanto o dia, é de noite que o mundo floresce. E a noite que nos obriga fechar os olhos, ela diz que precisamos dormir. Agora temos lâmpadas, com isso muitos homens se esqueceram da lua que por tantos anos iluminou a terra. Sei que a lua me ilumina, em troca posso apenas admira-la. Os homens produziram uma nova luz, ameaçando o equilíbrio da natureza.

A noite foi feita para dormir, mas o capitalismo necessita do nosso trabalho, agora os homens ditam a hora do mundo. Diante tudo isso, qual a necessidade da lua para o mundo? A lua ilumina noite sem nada nos cobrar, os homens com suas lâmpadas gastam a água do mundo é só agora perceberam que um dia irá acabar. Os homens pensam que o mundo está próximo do fim, esse humanismo me faz rir, a natureza sabe que é o fim da humanidade que está próximo.

(ANDRÉ LEMOS)


segunda-feira, 23 de junho de 2008

Conversa Fiada.

E espantoso como a televisão é capaz de revelar a cultura brasileira. Certo dia estava sentado na sala da casa de um amigo. Estavamos conversado sobre nossa infância, davamos risadas e as vezes o silêncio pairava, nos possibilitando refletir sobre o que lembravamos. Seu irmão entrou na sala e foi logo ligando a televisão. Trocou os canais até chegar em um programa chamado TV FAMA, da Red TV. A nossa atenção foi chamada para mostrar uma briga entre duas mulheres por uma música chamada "Baba cachorrão". As duas vaidosamente brigavam pela disputa da música e do titulo de "rainha do bumbum". Lembro que o nome de uma delas é "mulher melancia". Essa mulher carrega esse nome pelo fato de sua bunda ser despropocional com o seu corpo. A sua bunda é produção de um laboratorio. Fico pensando na pobre dona de casa que passa o dia cuidando dos seus filhos, da casa e do trabalho. Seu marido chega elogiando a bunda de laboratorio e ainda compra uma revista em que ela se mostra núa. Realmente, e melhor admirarmos a pessoa que passa por uma cirurgia plástica, que enfrenta a possibilidade da morte, do que a referida dona da casa, que após ter tido dois filhos, não poderá concorrer ao glorioso titulo de "rainha do bumbum". Esse titulo para termos ideia é tão relevante, no Brasil, quanto o premio Nobel. A televisão brasileira que demonstra estar se afundando em proprio vazio, não é capaz de trazer uma discussão intelectual, que possa trazer ganhos significativos à humanidade. Pensar nisso me fazer abrir um grande sorriso, isso parece tão distante, quanto voltarmos a tocar em nossas rádios musicas como a de Renato Russo: "E preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", atualmente na boca dos jovens a musica que traz sentindo, e conota o vazio existencial, e a velocidade 5 do "Créuuu". Claramente podemos perceber o pensamento de Bauman demonstrado em seu livro "Amor liquido", as pessoas são descartavéis como um celular. Os conflitos não são vivenciados, são "superados" com um novo "amor". o Amor e liquido é fluído,transita em diferentes relações, recebendo e transmitindo aspectos sexuais. Esse é o nosso mundo, essas pessoas aindam são capazes de discussar contra os politicos, a hipocrisia é de todos.

(ANDRÉ LEMOS)

De Pessoa a Pessoa: Psicoterapia Dialógica.

O livro, De pessoa a pessoa, de Richard Hycner, propõe uma psicoterapia dialógica, onde a cura acontece através do encontro, na relação entre terapeuta e cliente. Essa relação é marcada pelo encontro EU-TU, em contraste a relação EU-ISSO. Hycner compreende que na relação EU-ISSO, o outro e compreendido como um objeto, utilizando-o como um meio para um fim. A relação EU-TU se inicia quando voltamos nosso ser para o do nosso “parceiro”. Ao estarmos envolvidos e verdadeiramente interessados no outro, nos deparamos com a esfera do “entre”. O entre é compreendido como um elemento constitutivo próprio da existência humana, é um fenômeno ontológico.

Nesse contato o terapeuta vivencia o paradoxo da sua profissão, pela necessidade do envolvimento pessoal, o self do terapeuta é intrinsecamente uma parte do processo. Isso significa que o terapeuta, na relação, não caminha apenas, com uma objetividade, que utopicamente imagina possuir por se detentor de uma formação que propõe o conhecimento humano. A sua subjetividade é parte do processo, o terapeuta, assim, vivencia uma relação mutua, caminhando entre a subjetividade e a objetividade. Podemos pensar em uma relação de aproximação e distanciamento. O terapeuta necessita entrar em contato com a sua interioridade, pois na relação ele pode se deparar com questões conflitantes que lhe são próprias. Para isso se torna necessário esclarecer, que a terapia e para o cliente e não para o terapeuta. Nesse sentido deve-se ter claro para o terapeuta a possibilidade de se deparar consigo mesmo, e se o terapeuta não encontrou respostas para curar o seu sofrimento, não conseguirá lidar com o sofrimento do outro.

A psicoterapia dialógica pensa uma relação de respeito mutuo, onde o terapeuta e cliente se reconhecem na alteridade, isso significa pensar em suas existências particulares. É um caminhar junto, buscando na relação, onde ocorre no “entre”, a possibilidade da cura. Hycner cita Buber, demonstrando um importante aspecto para compreensão desta relação: “O homem não é para ser visto ‘através’, mas para ser percebido de forma cada vez mais completa no seu mostrar-se e no seu esconder-se e na relação dos dois entre si”. Um aspecto importante desse pensamento é a aceitação do outro, reconhecendo os limites e as necessidades, buscando como pensa Hycner “um caminho da compaixão”.

Essa abordagem revela a relevância do dialogo no processo terapêutico. O desequilíbrio ocorre em uma perspectiva subjetiva, sendo assim a cura deve ocorrer nesse caminho. Reconhecendo o outro como um ser é não como objeto. Reconhecer os limites do terapeuta e do processo terapêutico e um marco extremamente relevante no pensamento de Hycner, onde o terapeuta perde o caráter autoritário e passa a ter a mesma importância que o outro. É um processo complexo, pois não tem uma técnica que dê segurança ao terapeuta, o processo terapêutico acontece no “entre”, através da relação EU-TU. Uma relação que respeita os momentos de resistência do cliente, buscando compreender as necessidades do cliente em vivenciar a sua resistência. Buscando nesse processo uma ponte para se tornar um “um aliado, um amigo” como descreve Hycner. A psicoterapia dialógica trata a dimensão espiritual, mas esta não está vinculada a uma perspectiva religiosa, mas pensa que todo dialogo humano é fundamentado com o Ser e é uma conseqüência dele. A experiência espiritual não se dá através da transcendência da realidade mundana, mas no domínio espiritual, através do encontro EU-TU com a alteridade. Esta pode ser uma pessoa ou a natureza:

“Não se pretende que o espiritual transcenda nossas limitações concretas. Em vez disso, ele deve aceitar essas limitações e transformá-las. O confronto com nossos limites humanos e a luta para transformá-los indicam a estrada que devemos seguir. Ainda assim, esse esforço não é realizado em um isolamento auto-imposto. Não dependemos apenas de nossos próprios recursos. Estamos em comunhão com os outros, que também estão lutando. É dialogo cada vez mais profundo com os outros que nos conduz para além de nossa finitude”. (Hycner, 1998).

O reconhecimento do humano é algo extraordinário. Permite reconhecer a existência, buscando reconhecer e respeitar a alteridade do outro, tornando assim possível reconhece a nossa própria alteridade.


sexta-feira, 20 de junho de 2008

QUANDO A PEIA ARROMBA


quando ta desesperada enfia a cara na almofada e berra

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

abafa o grito que vem lá do umbigo
não, não ninguém entenderia
faz de conta q nada aconteceu

delira escarra e espirra
fazendo do dente martelo
quebrando a barra de ferro

foge da jaula
recanto fétido

escapa de si mesmo
pra cair no buraco que é si mesmo
momentos de luz
mundo treva

Rodolfo B. Brito.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Poesia...

Reconciliação

Eu que sou tão complicado e tão incompreendido
Eu que não acredito em final feliz, vivo com um final triste
Será que o sinônimo de amar e sofrer?
Ainda pretendo lutar, não irei deixar de viver

A lua que volta a me guiar,
Faz da força das minhas lagrimas
A mesma força das gotas da chuva
Quando será que o sol irá voltar?

Eu que fui aos céus com o seu beijo
Sinto-me indo ao inferno sem ele...
Acho que teu amor não é uma mentira
Isso e apenas o que a minha vaidade quer

Você que parecia realizar meus sonhos
Me fez lembrar dos seus
Vamos sonhar juntos
Quero tornar os seus em meus.

Não quero mendigar um sorriso
Quero ser feliz é estar ao seu lado
Quero com você olhar pela janela
E fazer nascer a nossa Estela.

Vamos ser o Eduardo e Mônica
Passar sobre as dificuldades
Não existe amor perfeito,
Então vamos fazer do nosso jeito.

Demorei tanto tempo para te encontrar,
Não posso apenas te perder
Por muito tempo fiquei a caminhar
Então farei por onde te merecer.

Quando o sol nascer irei te encontrar
Por muito tempo vou te beijar
Não quero mais conversar
Prometo para sempre te amar.

sábado, 7 de junho de 2008

Poesias. André & Rodolfo. A= André e R= Rodolfo.

Fiz essas poesias com o meu caro amigo Rodolfo. Tem alguns palavrões, a ideia era retratar a loucura, dizendo o que surgia em nossas mentes, se nos preocupar em mediar palavras.

A pedra


R: Escrevo a caneta para não voltar atrás.
A: Você expressa a sua loucura e fixa no papel.
R: Você escreve a lápis e pode apagar.
A: Às vezes volto atrás quando não e o que eu quis expressar.
R: A loucura não fixa no papel ela voa
A: Ela voa em pensamentos, você consegue enxergar?
R: Não foi o quis expressar? Ou não foi o que quis entender?
A: Não sei o que você quer, temos que ser metamorfoses ambulantes.
R: Não tem que ser nada! Eu sou uma pedra.
A: Aquela que bate tanto ate que fura?
R: Aquela que cresce de fora para dentro.
A: E o que te da à vida?
R: Sou parte do todo, começo, o fim e o meio.
A: Então seja a pedra no caminho.
R: Se você tirar as pedras não terá mais caminho.
A: Você e uma pedra numa montanha de cascalho.
R: Pode pensar o que quiser.
A: Isto te toca? Que pedra você quer ser?
R: Simplesmente sou até a pedra de gênesis
A: Esta esperando virar o ouro de tolo?
R: Acho que você não ta me entendendo
A: Acho que você não que ser entendido
R: E nem pretendo ser, você não precisa entender o que se passa aqui dentro
A: Eu preciso mais a pedra só se abre quando se quebra.

Morte...

R: Morte cante uma musica para mim

A: Limpa os meus ouvidos dessa sociedade

R: Fure meus tímpanos e entra nesse meu cérebro

A: Feche meus olhos para que eu possa apenas ouvir

R: Grite bem alto

A: Grite a verdade, te garanto que poucos irão ouvi

R: Se quer entender, se ouvirem vão.

A: Mas apenas ouvindo não entenderão

R: Como o organismo que grita peido pelo cú

A: Este e o fedor do mundo, nenhum perfume pode combater

R: Tem que entrar no cú para entender

A: Tem que ser uma merda e sair fedendo

R: Isso e uma vivencia.

A: Isto lhe causa espanto? Estamos dentro do seu espelh


Poesia feita no dia 07/05/07.André(A) e Rodolfo(R

Não estamos preocupados em ter um sentido nessa poesia, falamos o que veio na mente. o sentido e em estar sem sentido.


A: Eu me sinto um louco neste mundo que dizem ser normal.
Um mundo que fala de um Deus que o criou em sete dias
Este fez esta merda de mundo que não quer se acabar
Ainda me dizem que e pecado, ficar aqui a questionar

R: Suvaco, cobras e merda saem da minha boca. Blasfêmia!
Te xinguei e responsabilizo-te pela desgraça primeira. O pai do mal.

A: estou caminhando sem saber para onde vou
Se o mundo não tem explicação, um louco cria e outros loucos seguem.

R: Andando sobre o abismo, amando o risco
Na verdade, morte eu te desejo.

A: Será que e na morte que encontraremos as respostas
O que eu teria depois que a encontra-se

R: Ou será que multiplicar-se vão?
Corpo deixo você aos vermes
A pergunta sem resposta.

A: Qual o valor de um homem?
Até o homem mais importante um dia vira comida de verme.

R: Esse já nasce conosco
Carregamos desde o primeiro momento o germe do verme.
Cú, buceta e caralho, somos tudo isto!

A: E aqui paramos de pensar, com principio e sem fim.





segunda-feira, 2 de junho de 2008

Amor proprio.

Sinto muito, preciso descançar.
Estou cansado de perder as coisas que sinto amor.
Preciso aprender a sentir amor por mim mesmo.
Agora me darei rosas.
Inspirarei em mim os meus poemas.
Me levarei ao cinema e ao teatro.
Dançarei sozinho com os olhos fechados.
Direi coisas que preciso ouvir em meus ouvidos.
Vou contemplar a lua e me deitar sobre a grama.
Quero um jantar a luz de velas.
Entralaçar minhas mãos,
para sentir a minha maciez e o meu calor.
Não quero me perder.
Para isso estarei sempre comigo.