sexta-feira, 16 de maio de 2008

Esses dias estava passando pela EPTG e não pude deixar de perceber que Brasília está se degradando lentamente. As coisas vão fluindo e quando menos percebemos estamos dentro de um mundo que não se pode mais destruir. Estava em um engarrafamente, sozinho e com o som ligado. Os carros andavam lentamente e quando estavamos passando em frente a Àguas Claras levei um susto. Haviam vários predios e luzes no lugar da escuridão das àrvores que lá existiam. Na hora um pensamento veio a minha mente, o Arruda derrubou os lotes das pessoas que residiam há muitos anos na estrutural e agora está permitindo prédios em todos os cantos. Esse conflito está nos afetando. Brasília vive uma transição, no governo do Roriz as pessoas de classe baixa consiguiam sobreviver. Agora, com o "chorão" Arruda, Brasília só tem espaço da classe média em diante. Como a classe baixa irá se vestir? a feira acabou, e agora ganhou um nome elegante "Shopping popular". Nossa, que coisa mais bela, agora eles já podem se sentir da classe média. Os antigos "feirantes" podem agora dizer, com um sorriso estridente, que trabalham no "shopping". Isso é, quando eles conseguem dizer esse nome. Sinto falta da feira e do seu barulho que dava uma identidade particular. Será que agora teremos aquelas portas que abrem automaticamente? Vou sentir falta das lonas e do cabo de vassoura com um prego na ponta que sevia para pegar as roupas que ficam no alto. Agora Brasília só tem shopping, somos importantes, mas ainda acredito que o Taguatinga Shopping vai mudar o nome para Taguatinha Ultra Shopping. Agora se o Arruda ameaçar acabar com a feira do priquito, Brasília viverá uma verdadeira revolução. Já pensou: "Shopping popular da vargina", nem vamos pensar nessa possibilidade. As "primas" com toda a certeza iriam cobrar mais caro. Aí o meu povo iria perder um dos unicos prazeres baratos que existem em Brasília.

Vou continuar atualizando esse texto.... me ajudem com comentarios. abraços.

2 comentários:

Anônimo disse...

É grande parceiroo... temos de bater de frente ao sistema...

Anônimo disse...

Acho que caberia uma deixa pra falar do tanto de concessionárias, feirões e derivados que só aumentam o número de carros e faz com que o trânsito esteja perfeito e fluindo conforme o governo e a população imaginou que um dia seria! Juros baixos e prestações infinitas é assim que se faz uma cidade dos automóveis!